segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Labirintos da Vida

Click no link, e assista vídeo que postei no You Tube sobre os caminhos da vida!
http://www.youtube.com/watch?v=B5w1EGx1N-Q&feature=plcp

Denúncia ficha suja

video
Assista a Denúncia.
Fala de mim e de ti.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sou Jovem, Racional, Pós-graduado e Creio em Deus.

Apesar da tentativa de alguns para afirmar que a ciência e a fé são coisas opostas, não consigo perceber desta forma. A ciência nada mais é do que o conjunto de coisas que já descobrimos a respeito do mundo, da natureza e de nós mesmo. A fé, por sua vez, é algo que ultrapassa qualquer sistema de contagem numérica, que vai além de nossa razão, mas isso não quer dizer que seja irracional.
Por mais que não possamos ver Deus, podemos analisar os frutos da fé na vida de quem a experimenta. Ouvimos milhares de casos de coisas que parecem inexplicáveis a quem se limita a crer só no que vê.
Sou graduado em história e pós-graduado em filosofia. E quanto mais estudo a humanidade e nosso universo, mais percebo a presença de Deus. Analise o mundo a sua volta, perceba a perfeição da natureza, do Universo e do seu corpo. Tudo funciona em sintonia perfeita, tudo se encaixa maravilhosamente. Isso não pode ser obra do acaso. Pensar que o acaso geraria leis físicas, organização celular complexa e vida nas mais diversas e belas formas, isso seria algo irracional.
Mas a grande prova da existência de Deus está em nosso interior, onde o próprio Deus coloca sua presença, por meio de seu Espírito, que desde a infância tenta nos guiar ao Criador, falando, sussurrando e às vezes até gritando em nosso coração. Ele nos mostra onde está o nosso erro. Muitas vezes nos negamos a ouvir tal voz, mas ela está lá.
Quem é Deus e o que ele quer de nós? Há diferentes teorias. Qual delas é a certa? O próprio Deus tem interesse de se revelar a nós. Ele mesmo quis se fazer conhecido, para ser o Deus da sua vida, seu Pai e amigo do cotidiano.  E afim que possamos conhecê-lo, sem duvidar da sua personalidade, Ele se fez homem, habitou entre nós, deixou-nos sua Palavra e morreu em nosso lugar num madeiro. Ele, Jesus, é a expressão perfeita de Deus. Um Deus que nos ama e que prova este amor.

Por Dionísio Hatzenberger

terça-feira, 12 de junho de 2012

Uma vida de Liberdade!


A escravidão é, sem dúvida, a pior condição social que a humanidade já experimentou. Me lembro que na escola, quando cursava a quarta-série, estudei pela primeira vez a escravidão dos negros no Brasil colonial. Nunca vou esquecer o quanto fiquei impactado ao saber que pessoas eram tratadas como mercadoria, como animais de carga. Eram presas com correntes ao anoitecer. Não podiam ir e vir, só podiam fazer aquilo que outros decidiam, determinavam.
Na escravidão o ser humano perde o que possui de mais valioso em sua existência: a liberdade. Sem ela perdemos a dignidade, a alegria, os sonhos, e tudo mais.
A liberdade é um grande presente (dom) que Deus nos deu. Quando nos criou podia ter nos feito pré-condicionados para agirmos exatamente como ele queria, fazermos tudo da forma que ele planejasse. Mas aí nós não seríamos a “sua imagem e semelhança”, pois Deus é livre. Tudo que sabemos a respeito de Deus provém da liberdade que ele tem. Quem é livre pode criar, pensar, sonhar, amar, falar, desistir, esperar.
Você quer ver algum ser humano triste? Tire a liberdade dele.
Infelizmente muitas pessoas usam a liberdade de forma errada. Se aproveitam dela para fazerem aquilo que não é bom. E por este motivo acabam, muitas vezes, perdendo a liberdade.
Muitos jovens vão para os presídios por terem usado a liberdade de forma errada. Perdem, por isso, a liberdade por um bom tempo de vida.
Pode te parecer estranho o que eu vou dizer, mas é a pura verdade:  existem alguns presidiários que são extremamente livres, enquanto muitas pessoas que vivem aqui fora são grandes prisioneiras.
Você pode pensar que estou ficando louco ao afirmar que, muitas vezes, pessoas aparentemente livres são prisioneiras, enquanto algumas aparentemente prisioneiras são livres. Mas é exatamente isto que eu disse!
A liberdade não consiste apenas de poder ir e vir, ela é muito mais que isto. Consiste em decidir o próprio destino, ter em suas mãos o destino da vida, poder controlar-se e manejar bem a vida.
Um dos homens mais livres de que já ouvi falar era um prisioneiro. Falo do Apóstolo Paulo. Se você ler os textos bíblicos de suas cartas, dificilmente imaginará que eles foram escritos de dentro de uma cela de prisão.
A liberdade está no interior do homem e não em sua condição externa. Paulo era livre porque sabia que em Cristo tinha a vida eterna. Porque não era dominado pelo mundo, mas era libre para escolher, em Deus, cada coisa. Nada aprisionava sua alma e podemos ver muitos louvores e textos de alegria que ele escreveu na prisão. Dentro dos presídios de hoje há uma multidão de pessoas que têm encontrado a verdadeira liberdade ao encontrarem-se com o Senhor Jesus Cristo, o libertador.
Enquanto isto, circulam nas ruas milhares de pessoas que em seu interior são escravas, prisioneiras. Isto pode estar te soando meio estranho aos ouvidos, mas é exatamente o que Jesus disse as pessoas de sua época:
“Conhecereis a verdade, e a verdade os libertará.” João 8.32b
Ao ouvir isto, o povo ficou extremamente indignado. Gritavam para Jesus que ele estava enganado, que eles nunca haviam sido escravos de ninguém.
Foi aí que o Senhor Jesus afirmou:
“Quem peca é escravo do pecado.” João 8.34b
Isto mesmo! O pecado nos torna seus escravos, nos tira a liberdade. Pode até parecer pequeno e inofensivo, mas nos prende. A palavra de Deus nos ensina:
“Suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” Provérbios 5.22b
Muitas pessoas brincam com o pecado, acreditam na mentira do Inimigo que nos diz que “uma só vez não vai dar em nada”. O fato é que um pecado leva a outro e logo esta pessoas está presa nas armadilhas do diabo. É o caso da mentira. Para se encobrir um “pequenina mentira” são necessárias muitas outras.
                Muito pior do que ser preso fisicamente é ter sua alma acorrentada pelos grilhões do pecado. Conheci muitas pessoas que me disseram: “Eu sei que é errado o que faço. Eu quero mudar. Mas não consigo! Isso parece ser mais forte do que eu!” Tornou-se um escravo do pecado, da mentira, da malícia, da maldade, dos pensamentos ruins, da raiva, da mágoa.
Os efeitos do pecado são devastadores. Esta é a pior escravidão que existe, pois o escravo sofre demasiadamente. Além de prender, amarrar, o pecado impede a pessoas de ser bem sucedida. Isto é o que a Bíblia nos diz em Provérbios 28.13. “Quem encobre o seu pecado nunca prosperará.”
Perceba o que esta frase nos disse: “Quem encobre o pecado...” Ou seja, quem o guarda escondido em si mesmo, achando que ninguém o descobrirá, ou pior, não se arrependendo do erro diante de Deus.
A pior parte da escravidão do pecado é que o escravo, assim como o viciado em drogas, geralmente não quer assumir ou se dar conta da situação em que se encontra.
Est terrível atitude de fazer de conta que não é consigo, de que se está limpo, quando debaixo das vestes se guarda profunda imundície, é algo que pode trazer consequências piores ainda, como é o caso de algumas doenças:
“Enquanto me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.” Salmos 32.3
Mas a pior coisa que o pecado nos tira é a liberdade de vivermos como filhos de Deus. Enquanto  os filhos de Deus desfrutam de uma vida de paz e alegrias no Reino de Deus, o escravos do pecado vivem atormentados no reino das trevas.
O libertador
No Brasil comemoramos o dia em que o governo terminou com a escravidão. Todos os livros de história possuem um retrato da Princesa Isabel, que assinou a carta de Abolição.  Mostram também o retrato de homens que morreram lutando por este ideal.
Porém, os livros também contam que apesar da lei haver libertado os escravos, em algumas fazendas do interior esta notícia demorou até vinte anos para chegar, e milhares de homens viviam como escravos enquanto na verdade já eram homens livres. Sofreram muitos anos desnecessariamente.
Nós hoje temos uma boa notícia para todos os que querem ser livres de verdade em suas vidas: o nosso Libertador está vivo! Ele é um príncipe vitorioso e já lutou por nós! Ele conquistou a nossa alforria, apenas precisamos executa-la em nossa vida.
Você sabe quais foram as primeiras palavras ditas por Jesus em uma sinagoga no início de seu ministério?
“O Senhor Deus me deu seu Espírito, pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres. Ele me enviou para animar os aflitos, para anunciar libertação aos escravos e a liberdade para os que estão na prisão” Isaias 61.1 (NTLH)
Apenas Jesus tem poder para nos libertar do poder do pecado, pois foi o único homem que venceu o pecado. Em seu sacrifício na cruz ele pagou o preso  necessário para nos comprar daquele que nos escravizava.
“Se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.” João 8.36
 Não podemos e nem conseguimos ser livres sozinhos. O poder do Reino das trevas que nos prende através do pecado não pode ser enfrentado por homem algum sem a presença de Cristo.
Se você sente sua vida presa, amarrada em coisas que desagradam a Deus, você não consegue mudar seu próprio comportamento ou controlar a multidão dos seus pensamentos ruins, vá até um lugar reservado, e faça esta oração em voz alta:
“Senhor Jesus, eu me humilho diante de ti. Reconheço que sou pecador e necessito de seu sangue para me limpar de toda impureza. Tu, Senhor, que és o meu libertador, sujeito a ti todo o meu ser, meu corpo, minha mente, meus desejos, meus sonhos, minha alma e meu espírito. Te dou total poder sobre minha vida. Tira de mim tudo que te desagrada, derrota em meu ser todo o poder das trevas. Amém.”
O que foi que você orou? Você deixou todo o seu ser sujeito a Deus. Sabe qual é o efeito disto? Agora você tem em suas mãos a carta de liberdade. E quando o antigo escravizador se aproximar de ti e tentar decidir teu destino, você deve apresenta-la a ele e dizer: “Não! Tu não tens mais poder sobre mim!” Sabe qual vai ser o efeito disto? Ele vai fugir de você! Isso mesmo! Veja o que diz a Palevra de Deus:
“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4.7
Sinta o ar entrar em seu pulmão! Ouça os sons a tua volta! Veja: nada te aprisiona! Cristo nos libertou! Podemos viver com alegria!
“Estais, pois, firmes na liberdade com que cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo de jugo da servidão.” Galatas 5.1

Por:
Dionísio Hatzenberger

sexta-feira, 25 de maio de 2012

EXPERIMENTA! é bom, perfeito e agradável...

Na minha época de escola, por um bom tempo andei com um grupo de jovens mais velhos do que eu. Alguns fumavam, bebiam e usavam outras drogas bem destrutivas. Por muitas vezes eu ouvi o convite: “experimenta!” Que geralmente vinha seguido da frase de incentivo “Experimenta, vai! Não vai dar nada!”
Aqui no Brasil houve até uma marca de cerveja que por um tempo usou em sua campanha publicitária o slogam “Experimenta!” Dizia que as pessoas só não bebiam aquela marca porque ainda não haviam experimentado.
Diariamente ouvimos convites, vozes que nos mandam experimentar isso ou aquilo, que iremos obter este ou aquele resultado.
E cá estamos nós, te convidando a experimentar algo que para você pode até ser uma novidade, mas que na verdade está disponível para ser experimentado, vivido, provado, saboreado, desde a fundação do universo.
Estamos te convidando a experimentar algo bom, perfeito e agradável. Algo maravilhoso e que só te indicamos porque já provamos e desde então não deixamos de saborear, diariamente. Não poderíamos deixar de te apresentar isto que mudou a vida de milhões de pessoas. Eu quero te convidar: EXPERIMENTA O AMOR E A PRESENÇA DE DEUS NA TUA VIDA.
Experimente, saboreie, prove do amor de Deus, que está disponível para você. Abra seu coração para que Cristo entre e faça morada. Tu vais passar a contar com a presença do amigo mais maravilhoso e perfeito, que não te abandona, não te explora, não te engana. Tal presença irá te invadir e a partir de então todo vazio, toda dúvida, todo medo, toda insegurança e todo peso irão sair de ti. E daí você não vai mais querer experimentar nada, pois tudo é passageiro e mexe com sensações físicas, mas o amor de Deus é eterno e mexe com o teu espírito.

Experimentar algo Bom, Perfeito e Agradável
Muitas pessoas menosprezam muitas coisas até experimentá-las. Eu mesmo, até os 12 anos de idade não comia nada que tivesse cebola, fosse picadinha ou em tamanhos maiores. Se eu soubesse que havia cebola em certo prato, por mero preconceito (pois nem sabia o sabor da cebola), me recusava a comê-lo.
Quando, finalmente, experimentei, descobri algo incrível: o sabor da cebola nos alimentos é muito mais agradável do que sua aparência. Na verdade hoje eu sou um grande fã de cebolas, quase tudo que faço na cozinha leva cebola na receita.
Muitas pessoas fazem o mesmo com o Senhor Jesus e sua palavra, desprezam sua presença e conselho, sem nem ao menos tentar descobrir como é viver com ela. Olham com seu olhar de preconceito. Levam em conta a opinião de outros que também nunca provaram o que é viver com Deus, e imaginam isso como algo ruim, pesado, chato, sem graça, antiquado, ultrapassado, irreal, desnecessário, ou seja lá o que for.
O fato é que não podemos nos guiar pela opinião de alguém que nunca provou algo e que fala mal disto.
A presença de Deus é a coisa mais real que existe. Ele, desde o nosso nascimento está buscando brechas para falar conosco, mesmo sem o convida-lo, Ele tenta se apresentar a nós. Usa pessoas, situações, usa sua palavra escrita, a Bíblia. Por exemplo, de alguma forma, uma sucessão de fatos ocorreram, dirigidos por Deus para que este texto fosse lido por você, neste momento.
Um homem que experimentou coisas fantásticas de Deus em sua vida, o apóstolo Paulo, nos faz o seguinte convite:

“...Experimenteis qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.” Romanos 12.2b

A intenção de Deus, através de Jesus Cristo, é nos guiar a conhecermos e vivermos a sua vontade para nossas vidas. E Ele nos diz algo maravilhoso: não precisamos ter medo disto, pois a vontade de Deus é BOA, PERFEITA E AGRADÁVEL.
Pare para pensar nesta colocação. Olhando as coisas que existem no mundo a sua volta, quantas delas possuem estas características?
- BOM: o resultado da presença e dos planos de Deus para nós é algo Bom. Exatamente o contrário de algo ruim ou mau. É algo maravilhoso.
- PERFEITO: As coisas que Deus tem para os que o buscam não podem ser frustradas, não podem ser incompletas ou com qualquer tipo de falhas, são perfeitas. Deus é perfeito, completo, pleno, e tudo que Ele faz é assim.
- AGRADÁVEL: É algo do qual iremos gostar. A vontade e a presença de Deus são desejáveis e depois de experimentadas, com o passar dos anos, podemos olhar para trás ver o quão agradáveis foram as conseqüências desta nossa vida com o Senhor.

Como experimentar esta vida tão maravilhosa?
Esta frase escrita pelo apóstolo Paulo, é, na verdade, a parte final de um versículo que na íntegra diz o seguinte:
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, PARA QUE experimenteis qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.” Romanos 12.2
Perceba que a Palavra de Deus antes de nos convidar a experimentar, nos apresenta o termo “para que”. Este termo é condicional, ou seja, ele estabelece que há um pré-requisito para experimentarmos a vida de Deus em nós.
O texto na verdade é bem simples: ele apresenta algo que não devemos fazer e algo que devemos fazer.
NÃO DEVEMOS: “Nos conformar com este mundo”. Quando eu era adolescente e inconformado, muitas vezes justificava minha rebeldia neste versículo. Mas não é a este tipo de inconformismo que Deus nos convida, e sim a não entrarmos na “forma” do mundo. “Conformar” significa adaptar-se a uma forma, um molde.
Eu cresci vendo meus pais trabalharem em uma padaria. Lá eles misturavam ingredientes e faziam uma massa, ela era disforme, molenga, macia, porém antes de ir ao forno ela era colocada em uma forma. Se a forma fosse redonda o pão saía redondo. A massa conformava-se, assumia a forma do molde.
O mundo, através de conselhos de nossos amigos, da TV, da internet, da opinião de muitos que se acham sábios, cria conceitos, ideias e valores que na maioria das vezes não condiz com a vontade e a visão de Deus. Deus é poderoso, sábio, cheio de amor, misericórdia, justiça e paz. O mundo é cheio de egoísmo, ódio, ganância, injustiça, ansiedade, perversidade, lascívia, maldade. Não podemos nos adaptar a isso! Não podemos fazer parte disso!
Na versão da Nova Tradução da Linguagem de Hoje da Bíblia, esta passagem é assim: “não vivam como vivem as pessoas deste mundo.”

DEVEMOS: “Ser transformados pela renovação da nossa mente”. Desde pequenos ouvimos e aprendemos o que o mundo nos diz. Jesus disse que o mundo “está nos Maligno” e que seu Príncipe é Satanás. É natural a nossa mente estar cheia de pensamentos ruins, coisas que desagradam a Deus, pois nos tornam como animais.
No texto, Deus diz que precisamos ser transformados, modificados, através da renovação da nossa mente. Ou seja, precisamos, com a ajuda de Deus, mudar nossos pensamentos, fale-los novos.
E o primeiro passa para isto é admitirmos que não há em nós nada de bom, agradável ou perfeito. Precisamos nos humilhar diante de Deus e pedir que Ele transforme a nossa mente, pois sem mudarmos nossa mente é impossível desfrutarmos das coisas boas, perfeitas e agradáveis.
Sabe de uma coisa? No dia em que eu me entreguei totalmente ao Senhor Jesus, foi como se uma grande venda fosse tirada dos meus olhos e eu pudesse me enxergar em meu verdadeiro estado. Eu estava em meu quarto, e nunca vou esquecer de como me senti naquele instante: sujo. Minhas mãos e minha mente estavam sujas, minha alma seca.
Eu, que antigamente me achava tão cheio de sabedoria, passei horas corando, prostrado e pedindo: “Deus, transforma a minha mente.”
E hoje posso te testemunhar algo: quanto mais percebo que meus pensamentos estão ligados a Jesus e minha mente renovada: mais maravilhas e alegria experimento em minha vida.
Nossa mente é algo fantástico, criado por Deus, e ela comanda o corpo todo, o problema é que nela podem se esconder muitas coisas ocultas: ideias, desejos, pensamentos, rancores, mágoas. Por exemplo, podemos ter guardado lá o mau exemplo de nossos pais em alguma área, o que usamos como auto-justificativa para nosso erros, assim perpetuando os erros deles.
Mudar a própria mente sozinho é algo impossível. Conheço pessoas que tinha problemas psicológicos, traumas, por exemplo, e que por anos tratavam-se com especialistas para obter modestas melhoras, mas quando entregaram suas vidas a Jesus, rapidamente tudo isto ficou para o passado e hoje estas pessoas vivem as coisas boas, perfeitas e agradáveis.
Não tenha medo de se entregar ao Senhor. Eu me lembro que este medo me acompanhou por um bom tempo. E o principal motivo, geralmente, é uma concepção totalmente errada que as pessoas têm de Deus. Imaginando-o como um mau e perverso castigador. Um ser egocêntrico que quer manipular a todos sem levar em consideração seus sonhos. Não, este não é Deus! Deus é um pai amoroso, que quer o melhor para ver os seus filhos felizes e para isto quer nos guiar em um caminho de paz, amor e justiça.
Um Deus tão bom que não poupou entregar o próprio Filho em uma cruz, para que nós tivéssemos acesso a Ele. Experimenta!

Por Dionísio Hatzenberger
Professor

terça-feira, 17 de abril de 2012

Vivendo na Palavra

Gostaria de te dar um grande conselho: dedique todo tempo possível em sua vida a conhecer com profundidade a riqueza que há na Palavra de Deus, na Bíblia. Isto transformará sua vida! Você deixará de viver uma vida instável, baseada na colcha de retalhos filosóficos do confuso mundo em que vivemos, passando a andar por um firme caminho, não criado pela falha sabedoria humana, mas projetado pelo grande engenheiro do Universo: Deus.

A Bíblia sempre foi alvo de críticas. Muitas pessoas, em seu discurso refutam ou menosprezam as escrituras. Porém a maioria destes homens nunca parou para estuda-la com cuidado, ou se permitiu experimentar viver seus ensinos na prática.

Os críticos da Bíblia passam, envelhecem e morrem, e com eles suas obras. Mas o escritor da Palavra continua vivo, e seu texto cada vez torna-se mais difundido em todo o mundo.

“Céus e Terra passarão, mas a minha palavra não passará.” Matheus 24.35

O que é a Bíblia?

Ela não é um livro qualquer. Não se trata de um simples livro de histórias, poesias, músicas, profecias e cartas. Apresenta, sim, mais de 40 autores, muitos gêneros literários, e ao todo 66 livros internos.

Mas este texto todo tem algo em comum: é um livro sobre-natural.

A Bíblia foi escrita por homens, assim como eu te escrevo agora este texto, mas ela toda foi inspirada pelo Espírito de Deus. Ela é um grande presente de Deus para nós. No decorrer da história Ele mobilizou muitos homens a escreverem aquilo que Ele colocava em seus corações, aquilo que viram ou ouviram de Deus.

A Bíblia é a revelação do próprio Deus para nós. Através do texto Deus se faz conhecer, apresenta-se aos homens. Pelas suas palavras podemos conhecer seu caráter, sua vontade, seus planos e suas promessas aos que o buscam.

Não trata-se de um Deus incógnito ou distante, mas sim um Deus que quer ser conhecido pelo máximo de pessoas, com um propósito simples: salvar a todos os que crerem nele. (Romanos 1.16-17)

Foi por isso que Ele e seus anjos guardaram esta palavra pelos muitos séculos. Foram mais de 30 séculos. Nenhum outro texto tão extenso sobreviveu a um período tão grande de tempo. E Deus a guardou imaculada, sem ser alterada ou falsificada. A prova disto está nos textos descobertos pelos arqueólogos e que comparados a nossa Bíblia de hoje são praticamente idênticos.

A Bíblia é a Palavra de Deus

Este título pode te parecer algo simples, mas na verdade é muito profundo. Estou te dizendo que o texto bíblico não é só um texto, é a transcrição das palavras que saíram da boca de Deus.

Este texto é extremamente poderoso, por ser a Palavra de Deus a coisa mais poderosa que existe:

“Por meio da sua Palavra o Senhor fez os Céus; pela sua ordem criou o sol, a lua e as estrelas.” Salmos 33.6 (NTLH)

Simplesmente com a palavra Deus fez tudo que existe. Cada palavra de Deus é grandiosa em poder.

Deus também não muda, não muda, não mente, não falha e não pode enganar-se.

Isto nos dá base para percebermos que não há nada mais valioso para nossas vidas do que a Palavra que Ele nos Deixou.

Você conhece os feitos de Deus no passado?

Você conhece todas as orientações que Deus te deixou?

Conhece os sonhos de Deus para você?

Sabe todas as maravilhosas promessas para sua vida?

Se suas respostas são “não” ou “um pouco”, isso é motivo para você perceber que tens desperdiçado muita riqueza disponível na palavra de Deus.

Para que serve a Palavra na minha vida?

Como já falamos, o primeiro sentido da Palavra é leva-lo a conhecer o Senhor. O segundo sentido, que está ligado ao primeiro, é que você saiba do amor de Deus, através de Jesus, e que pela revelação da notícia da obra da cruz você possa ser salvo para uma nova vida.

Mas há ainda um terceiro sentido, muito profundo, pois esta palavra irá mudar o seu jeito de pensar:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:16-17

A Bíblia, que é inspirada por Deus, serve para:

- Ensinar a Verdade: Isso não é relativo, só há uma verdade, que está em Jesus (ele disse: eu sou o caminho, a verdade e a vida). Por meio dela podemos derrotar todo o poder do pecado, que provém das mentiras do diabo.

- Condenar o erro: a Palavra nos mostra o caminho a seguir, escancarando os erros que nos afastam de Deus.

- Corrigir as faltas: ao percebermos o erro, precisamos reparar o que foi estragado, e a palavra de Deus nos guia no sentido de acertarmos o rumo, deixando pra trás as faltas.

- Ensinar a maneira certa de viver: muitos buscam a resposta para isto durante toda a vida, mas a palavra a trás de graça, de forma didática, fácil de entender.

- Preparar o homem de Deus para as boas ações: agora que somos de Cristo precisamos estar preparados para agir conforme o querer de Deus, e sua palavra nos leva a isto.

Certa vez um aluno, após uma de minhas aulas de ensino religioso, na qual eu citava alguns trechos da Bíblia, me questionou:

- Professor, você lê sempre a Bíblia?

- Sim – respondi – e você?

- Eu até tentei começar a ler, mas logo parei, porquê a Bíblia me trazia uns sentimentos estranhos...

- Que tipo de sentimentos? – Perguntei

- Na verdade eu sentia um aperto no peito e um pouco de medo, porque era só eu começar a ler, que parecia que tudo que eu lia era para mim. E aquilo ía contra tudo que eu fazia na minha vida...

Aí eu pude explicar a ele que isto é totalmente normal, pois a palavra de Deus tem este papel: ir ao mais profundo de nosso ser e nos mostrar os caminhos errados, nos confrontar com a verdade e nos estimular a mudança.

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." Hebreus 4. 12

Perceba que este texto diz que a Palavra de Deus é tão afiada que pode ir aonde niguém vai, e lá ela faz algo que sozinhos não podemos fazer: “Julga os caminhos e intenções do coração.” Muitas vezes aparentemente vivemos uma vida boa, Justa, correta, mas a Palavra vai além das aparências, ela julga, analisa quais os verdadeiros motivos das nossas atitudes. Quais são nossas motivações, quais os interesses que temos?

Será que fazemos o bem buscando glória própria? Buscando benefícios pessoais?

A Palavra nos julga lá no interior. Nos mostra o erro e nos faz achar o caminho de volta.

Guardar a Palavra no Coração

“Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos.

Eu procuro te servir de todo o coração; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos.

Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti.

Eu te louvo, ó SENHOR Deus! Ensina-me as tuas leis.

Costumo repetir em voz alta todas as ordens que tens dado.

Fico mais alegre em seguir os teus mandamentos do que em ser muito rico.

Estudo as tuas leis e examino os teus ensinamentos.

As tuas leis são o meu prazer; não esqueço a tua palavra.” Salmos 119.9-16 (NTLH)

Maravilhosos estes versos do salmista. Ele nos diz claramente: se queremos conservar a vida e vencer o pecado devemos guardar a Palavra de Deus em nosso coração.

Ele declara que tem mais prazer nas palavras de Deus do que nas riquezas, que a lê em voz alta e que fica alegre em segui-la.

Como isso é Possível? – Alguns se perguntam, pois não compreendem como pode um texto ser tão bom e inesgotável. A resposta é simples: basta começarmos a lê-lo, dedicarmos tempo a ele, que ele vai se tornando muito mais do que um simples texto, pois é a palavra VIVA de Deus. “Viva e eficaz” (Heb. 4.12ª) Não é um texto morto, do passado, congelado. É vivo! Fala conosco, interage conosco, revela-se a nós.

O Salmo 119 também nos incentiva a sermos amigos de pessoas que também amam a Palavra de Deus (Verso 63). E a Deixarmos esta palavra nos guiar em dias que parecem muito escuros, nebulosos, onde ela se torna nossa lâmpada, nossa luz. (Verso 105)

Uma promessa

“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” João 15.7

Aqui Jesus nos ensina algo precioso. Precisamos permanecer unidos a ele, a sua pessoa, porém, precisamos também guardar sua palavra em nosso coração. Precisamos mantê-la viva em nós. E há uma grande recompensa: pedirmos tudo que precisarmos a Cristo, e ele prontamente nos dará.

Parece simples. E é simples. Quando a Palavra de Deus está em nós, junto com ela habita também o poder dela em nós. Esta é uma palavra poderosa. Ela está guardada em você e quando você precisa, saca de alguma de suas promessas e dispara. Pede a Deus. Mas não pede com dúvida, incerto sobre sua resposta. Pede já recebendo, pois estas pedindo conforme a Palavra, que está dentro de ti.

“As palavras que eu vos disse são Espírito e vida.” João 6.63

Por exemplo, uma pessoa está diante de uma grande enfermidade, diagnosticada como incurável pelos médicos. Se as palavras de Cristo estiverem um pouco apagadas no interior desta pessoa, ela talvez ore assim ao Senhor:

“Deus, eu sei que errei muito nesta vida, mas te peço que me perdoe, e ser for de tua vontade, me cure desta doença, pois sei que se tu quiseres pode me curar.”

Porém se ela estiver firme em Cristo em seu interior habitar a Palavra, ela orará assim:

“Senhor, reconheço as minhas falhas, sei que não merecia, mas peço-te que me perdoe, lavando-me com o sangue de Cristo, e que junto com meus pecados, leve de mim esta enfermidade, pois tua palavra diz no livro de Isaías que Jesus levou sobre si as minhas enfermidades e também no Salmo 103 diz que tu és que perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas enfermidades. Por isso te peço, em Nome de Jesus, e creio que recebo esta cura. Amém.”

A palavra de Deus é Espírito e Vida, nos vivifica, nos faz fortes, livres, vencedores em Cristo, pois não vivemos mais conforme as mentiras que Satanás semeava em nossa mente, mas vivemos conforme as verdades do bom e eterno Deus.

Esta palavra transformou a minha vida e vai transformar a tua também!

Prof. Dionísio Hatzenberger

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dar e receber PERDÃO

Uma vida de perdão



Imagine comigo a seguinte situação: você é um agricultor, dono e uma pequena propriedade, com algumas vaquinhas, um pasto, umas árvores frutíferas e uma plantação de feijão.


À esquerda de sua propriedade havia um agricultor com uma propriedade bem menor. Não tinha gado, só uma plantação de milho, mas que era muito pequena, mal dava para o sustento de seus muitos filhos.


Á direita de suas terras há um grande fazendeiro. Donos de tratores, rebanhos numerosos, e que arrenda terras para muitas pessoas em sua propriedade. Realmente alguém muito rico.


Em um determinado ano aconteceu uma grande calamidade climática. No início do ano choveu mais e nos outros meses todos houve seca. A sua lavoura não vingou e suas vacas quase morreram sem pasto. O caso do vizinho da esquerda era pior ainda, seus filhos passavam fome. Apenas o visinho da direita, que possuía um sistema de irrigação estava com seus negócios indo de vento em popa.


Foi a ele que você decidiu recorrer. Pediu cinco mil emprestado para salvar as vacas e passar o resto do ano. Para não ficar só na promessa você assinou uma nota promissória no valor da dívida, comprometendo-se em pagar no ano seguinte.


Da mesma forma, seu vizinho da esquerda te pedir emprestado quinhentos reais, para que pudesse alimentar seus filhos. Você também o fez assinar uma promissória para pagar no ano seguinte.


Um ano se passou e você já estava bastante preocupado, pois a sua dívida estava para vencer e você ainda havia conseguido juntar nem ao menos uma parte do dinheiro. Se você não paga-la até amanhã, ele poderá pegar suas vacas como forma de pagamento, e daí sua situação ficará pior ainda.


Sua dívida venceu ontem, você ainda não a pagou. Esta noite você nem dormiu, pensando que iria perder suas vaquinhas, a maior fonte de renda da família. Quando aproximava-se do meio-dia, o vizinho rico te enviou um funcionário para te chamar, pois queria vê-lo.


Você foi ao encontro dele, certo de que iria perder suas queridas vaquinhas, porém ele te surpreender perdoando toda a sua dívida. Isto mesmo: ele te diz que decidiu por pura compaixão de sua situação, perdoar a dívida de cinco mil.


Você sai da casa dele muito contente, quase levitando, extremamente aliviado. E por falar em dívidas, você recorda que já venceu a dívida de seu vizinho pobre com você. São apenas quinhentos reais, mas são importantes para você, para o seu orçamento.


Então você vai na casa do vizinho pobre, da esquerda, e recorda ele da dívida, exigindo que ele te pague. Inclusive você o ameaça de tomar toda a sua produção de milho como forma de pagamento. Ele começa a chorar na sua frente. Faz menção de que sem o milho sua família morrerá de fome. E te pede mais um dia para tentar juntar o dinheiro. Você o dá só mais um dia.


No outro dia, bem cedo, o vizinho pobre vai até a casa do rico, lhe explica toda a situação e pede quinhentos reais emprestados para quitar a dívida contigo. O vizinho rico fica extremamente indignado, e após emprestar os quinhentos reais, manda seus funcionários chamarem a você, pedindo que traga consigo todas suas vacas.


Você pensa que ele quer te comprar as vacas, mas está enganado. Ele toma as suas vacas em traça da dívida dos cinco mil, e diz que mudou de ideia depois que percebeu que você não era digno de misericórdia, pois apesar de teres recebido um grande perdão, não conseguistes perdoar uma pequena dívida.


Esta história, na verdade, não é de minha autoria, eu apenas a adaptei a realidade de nossos dias. Ela serve para refletirmos a cerca de uma série de coisas em nossas vidas, e quando descobrimos que ela foi pensada e ensinada por Jesus Cristo, percebemos que possui um sentido espiritual profundo. (Mateus 18.23-35)





Uma dívida impagável


Jesus nos ensina que, naturalmente, por nossos pecados, somos devedores de Deus, temos uma dívida impagável, pois nossos pecados só poderiam ser pagos por um preço: a morte.


Como nos dia a Bíblia na Carta aos Romanos:


“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rom. 3.23


e:


“O salário do pecado é a morte” Rom. 6.23


Mesmo que fossemos riquíssimos, nenhum valor em dinheiro poderia resgatar nossa alma, pagar por nosso perdão. Como diz o Salmo:


“Mas ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço de sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém, por mais dinheiro que a pessoa tenha.” Salmos 49.8-9


Por isso esta história é uma comparação fantástica: Deus é o grande fazendeiro, que por misericórdia, por favor não merecido – graça – decidiu entregar a Cristo para morrer em nosso lugar. Ou seja, Cristo pagou nossa dívida impagável. Ele não nos exige pagamento algum, nem nos cobra juros.


“Mas pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva” Rom 3.24 NTLH


Também, ao conhecermos melhor o bom e amoroso Deus, descobrimos que se o salário do pecado seria a morte, “o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rom. 6.23b (NTLH)


Porém, este Deus é justo, e assim como o fazendeiro rico, Ele consigna seu perdão ao fato de também perdoarmos aos outros.


Isso mesmo, após alcançarmos a graça divina a única coisa que pode nos impedir de desfrutá-la é nossa própria inflexibilidade, nossa arrogância, por acharmo-nos na posição de negarmos perdão ao nosso próximo.


Pode parecer um princípio simples, mas geralmente é algo muito difícil perdoarmos alguém que nos causou algum mal, algum dano em nosso ego, machucou nossa alma, nos trouxe algum prejuízo, material ou não.


Para que você nunca esqueça a importância de perdoar, Jesus colocou este ensino na oração do Pai Nosso, lembre:


“Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam.” Mateus 5.1 (NTLH)


E após ensinar esta oração o mestre ainda completa:


“Porquê se vocês perdoarem as pessoas que ofenderam vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.” Mateus 6.14-15 (NTLH)


Deus não nos chama apenas para receber suas bênçãos, sua graça, seu amor. O que Deus espera de nós é que sigamos o seu exemplo e compartilhemos com os outros aquilo que recebemos de graça, mas que para Cristo teve um preço caríssimo: cada gota de seu sangue, derramado na cruz.




Uma cilada


Por isso a intenção do Inimigo de nossa alma – o diabo – é que não venhamos a perdoar, para que não sejamos perdoados por Deus.


Infelizmente, muitas pessoas caem nesta armadilha, carregam mágoas em seu coração como preciosas relíquias, tesouros de valor inestimável. Muitas tem com estima o sentimento de injustiça que sentem por terem sido ofendidos, machucados, maltratados. O fato é que carregar isso não ajuda em nada a pessoa a ser feliz ou a viver bem. E nem ao menos leva o que errou a arrepender-se.


Uma mágoa só prejudica a quem sente-se magoado, quem não perdoou. Pois quem ofendeu, muitas vezes nem sabe que o fez.


Quando o Senhor Jesus nos ensina a perdoar, ele está querendo nos ajudar a sermos livre de um grande peso desnecessário que carregamos quando guardamos a mágoa, o rancor, a indignação.


Ao perdoarmos alguém, nada nos garante que isto mudará ou terá qualquer efeito sobre aquela pessoa perdoada. Na verdade, para perdoarmos não precisamos nem saber se ela quer ser perdoada. Esta deve ser uma atitude nossa. Os mais beneficiados somos nós, pois recebemos paz interna e podemos contar com o perdão de Deus.


Lembre-se: Jesus nos perdoou antes mesmo de pedirmos, quando ainda vivíamos como ovelhas desgarradas.


Nesta nova vida que te convidamos a experimentar, ocupe seu tempo perdoando, amando e sendo uma bênção na vida de seus familiares, amigos, colegas e todos que te cercam. Jesus fez isso por você!



Por Dionísio Hatzenberger


Professor

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

De onde viemos? Porquê existimos? As Respostas estão no Princípio

Toda história tem um começo. Não precisamos ser gênios da matemática ou da física para percebermos que toda e qualquer situação existente possui origem em alguma causa anterior. Há sempre alguma ação que gerou determinada reação, e assim por diante até que aqui estamos nós vivendo as nossas vidas, sob influência das coisas do passado. Por isto, muitas respostas para os nossos questionamentos mais profundos encontram-se no passado, para sermos mais diretos no começo de nossa história.
Te convido a conhecer o começo de sua história, o começo da história da humanidade, ali encontraremos o sentido de nossas vidas e descobriremos porquê muitas pessoas vivem infelizes, estão frustradas, cansadas, sobrecarregadas, entenderemos a origem da maldade, da violência, das guerras, da soberba, da ganância e de todo tipo de problemas que enfrentamos.

Uma história de amor

O princípio de nossa história pode ser expresso através da palavra AMOR. Pois este foi o sentimento responsável por nosso surgimento. No princípio não existia nada, absolutamente nada, nem espaço, nem tempo, pois não havia a matéria. Mas Deus e seu reino celestial já existiam.
Nas primeiras páginas da Bíblia encontramos um breve, mas maravilhoso relato, de como Ele fez todas as coisas. A primeira frase do livro de Gênesis começa com a afirmação de que, antes de mais nada, Deus criou o universo e nosso planeta:
“No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gen.1.1
Este primeiro capítulo segue contando sobre as modificações que Deus decidiu realizar em nosso planeta, criando continentes, rios, mares e oceanos, plantas, peixes, aves, anfíbios, répteis e mamíferos. Esta obra criadora foi algo magnífico em detalhes, beleza, arquitetura, diversidade. Preste atenção nos detalhes da natureza a sua volta, veja a complexidade que há no organismo dos seres vivos, desde os mais minúsculos até os gigantescos. Preste atenção nas cores, nos contrastes e na beleza que há nas formações geográficas mais diversas.
Deus criou o Universo como um engenheiro apaixonado cria a máquina mais perfeita de sua vida, Ele fez a terra com toda a paixão que qualquer artista necessita ter para com suas obras. Me responda isso: alguém criaria algo a que odeia? É possível você empreender tempo, trabalho, esforço criativo, voluntário, a fim de criar algo que você não goste. Eu quero que você perceba isto: antes de Deus iniciar sua obra criadora, nada existia. E ele, por existir antes de todas as coisas, de eternidade em eternidade, não necessitava de nada que pudesse ser criado. Ele não era obrigado a criar. Ele em si não tem necessidade alguma, pelo contrário, Ele é a fonte inesgotável de tudo. E não sendo obrigado a criar nada, mesmo assim Ele, por arbítrio, decisão própria decidiu fazer tudo que existe neste Universo.
Antes de qualquer coisa ser criada, primeiro há um pensamento, um planejamento sobre este algo. Assim Deus decidiu e planejou a sua criação. Ele amou tanto este projeto que o executou com maestria.
Se você ler os primeiros 25 versículos do livro de Gênesis, irá perceber que até ali, Deus já havia criado tudo que existe neste planta, mas ainda faltava algo. É, faltava a criação do Homem, do ser humano. O homem foi a última coisa a ser criada por Deus. Ele o criou após ter criado todo o resto. Mas se tudo já existia. Para quê criar o homem? Porquê ele precisava nos fazer, no versículo anterior havia percebido que tudo o que criou era bom.
Como eu já havia dito, Deus não foi obrigado a criar nada. Ele nos fez porquê antes de mais nada, ELE NOS AMOU. Sabe quando um casal planeja ter um filho, o amor pela criança não surge apenas quando ela nasce, mas já existe desde a concepção do desejo de tê-la. Esta criança é amada antes de existir, não precisando fazer nada para merecer o amor, e este amor se manifesta nos carinhos e no zelo que os pais terão quando ele vier ao mundo. Deus é assim, Ele nos amou antes de existirmos. E você pode perceber isso em vários detalhes desta história.
1. Deus nos Criou com a próprias mãos. Quando Deus cria os outros animais ele faz isto apenas com sua palavras, por exemplo: “E disse Deus: produza a terra almas vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis...” (Gênesis 1.25). Mas ao criar o homem Deus nos fez com as próprias mãos, como um escultor criando uma obra de arte. E para fazer-nos vivos soprou ele próprio em nossas narinas (Gênesis 2.7). Isso mostra o quanto somos especiais e importantes para o Criador.
2. Deus nos fez iguais a Ele. Gênesis 1.26 diz: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” Aqui encontra-se o motivo de nossa tamanha diferença em relação os outros animais. Deus nos fez conforme a aparência Dele. Mas isto quer dizer que Deus possui algum tipo de corpo ou algo assim? Não! A bíblia é clara em afirmar que Deus é espírito, e assim sendo, nós somos conforme a sua semelhança em nosso espírito, em nossos pensamentos, raciocínio, criatividade, capacidade de julgamento e muitas outras capacidades que são próprias do criador e que nos diferenciam dos animais que simplesmente são guiados pelos instintos. Mas eu gostaria que você refletisse um pouco sobre este fato. Deus nos fez iguais a Ele. Ele sendo ele dono de toda a sabedoria, de todo o tipo de entendimento, conhecimento e ciência, porquê dividir isto com alguém? Porquê criar alguém igual a si mesmo? Por amor! Somos frutos do amor de Deus. Um amor que divide e presenteia.
3. Ele nos fez livres. Na verdade a virtude de ser livre faz parte da própria essência de Deus, e como Ele nos fez a sua imagem, fez-nos também livres, pois Ele é livre. Você pode pensar que os outros animais também seriam livres, pois quando estão na natureza fazem o que bem entendem. Mas a verdade é que eles não são nada livres, eles não fazem o que querem e sim que os seus instintos mandam que façam. Cada espécie possui como se fosse um chip em seu cérebro, com toda a programação do que irão fazer em seu ciclo de vida. Você já viu algum animal criando algo, ou projetando alguma coisa, reivindicando algo, ou questionando, reclamando? Claro que você não viu, pois para fazer estas coisas é necessário ser livre. Mas Deus nos fez livres, nos dando opções, possibilidades e não apenas um caminho. Ele nos fez livres inclusive para escolhermos conviver ou não com ele. Para o amarmos ou o desprezarmos. E isto demonstra novamente o grandioso Amor de Deus por nós. Pois quem ama não aprisiona, mas dá a liberdade.
4. Ele nos fez Eternos. Isto mesmo, fomos criados Eternos! Quando Deus nos fez à sua Imagem e Semelhança, isto incluía a eternidade. No projeto inicial de Deus não havia a morte para o homem, que assim como Ele, viveria para sempre, e sempre. Dividir a eternidade conosco: não há maior ato de amor que este. A poucos instantes nem existíamos, e agora possuímos atributos oriundos da essência do próprio Deus e dividimos com Ele a eternidade, nunca deixaremos de Ser! Não há amor maior que este!
O amor de Deus é a coisa mais certa, garantida e estável que podemos perceber em toda história humana. Este amor não mudou e ainda está disponível para nós, como o amor de um pai por seus filhos, por isto Jesus nos ensinou a chamar este bom criador de “Pai Nosso”.

Porque Ele nos criou?
Mas estão você pode se perguntar para quê Deus nos fez? Com que razão, sentido Ele nos criou? Com qual finalidade? As respostas para esta pergunta também podem ser encontradas nestas primeiras folhas do livro mais revelador que existe: a Bíblia.
1. Ele nos criou para nos relacionarmos com Ele. Deus nos fez para sermos seus amigos! Este é o maior motivo para Ele ter nos feito à sua semelhança, pois é impossível você se relacionar com algum ser que não seja relacional. Relacionar-se, conversar, dialogar é coisa para seres racionais e comunicáveis. Por mais afeto que você possa ter por um cachorro, mesmo sendo ele adestrado, você jamais poderá manter um diálogo com ele. Ele jamais irá te surpreender com uma frase de sabedoria, te contar o que aconteceu em seu dia ou filosofar contigo sobre os problemas da vida. Deus nos criou para nos relacionarmos com Ele. Este relacionamento é demonstrado no fato de que quando o homem estava no Jardim do Édem, Deus todos os dias vinha até lá para conversar face a face com os seres humanos. Em Gênesis 3.8 diz “E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia...”. Esta ainda é a vontade de Deus para nós. Muitas pessoas pensam que podem viver muito bem distantes de Deus, dizem que não necessitam dEle, mas a verdade é que jamais serão completas, totalmente felizes, enquanto não se encontrarem com o Criador. Passarão a vida inquietas, inconstantes, inseguras. Ele nos fez para convivermos com ele. Precisamos disto!
2. Deus nos criou para nos relacionarmos uns com os outros e para formarmos uma família. Se você quer ver uma pessoa ficar triste é só deixa-la isolada, sozinha. Somos seres relacionais e necessitamos de contato, conversa, amizade, parceria. Deus viu isto e nos criou fez capazes de vivermos a maior experiência de amor e comunidade que pode existir: a família. Em Gênesis 2.18 vemos Deus dizer “não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora...”, e em 2.24 segue afirmando “Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma só carne.” Deus também ordena ao homem “frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra...”(Gênesis 1.28). Nestes versos Deus cria a família. Esta é a vontade Dele para nós, que vivamos em família, como ajudadores e amigos uns dos outros. Ouvimos muitas pessoas argumentarem que podem ser felizes sem vínculos familiares, acreditam que a simples busca pelo prazer e sucesso individual os trará alegria e satisfação. O fato é que sem ser família, sem compromisso e companheirismo, estamos sozinhos, incompletos, quando nos relacionamos em família, precisamos largar o egoísmo de lado e aprendermos a ceder aos desejos do outro, aprendemos a viver em amor, não pensando só em nós mesmos. Além da família precisamos dos amigos. Sem companheirismo a vida é pesada e insatisfatória. Também é impossível ser amigo de verdade se quisermos somente os nosso interesses. Precisamos lembrar de um Deus doador, amoroso, que dividiu tudo conosco e que deseja que venhamos a seguir este exemplo.
3. Deus nos criou para administrarmos o planeta e para trabalharmos. Ao criar um ecossistema perfeito, um lindo jardim, Deus precisava de um parceiro para a preservação, cultivo e administração de tudo. Por isso, ao criar o Homem Deus disse: “...Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominais sobre os peixes... e sobre as aves... e sobre todo animal... Eis que vos tenho dado toda erva..., toda arvore em que há fruto...; Ser-vos-ão para mantimento. (Gen. 1.28-29 ênfase nossa)”. Esta frase também nos deixa entender que o planeta foi um presente de Deus entregue nas mãos humanas. Toda criação estava sujeita ao poderio humano. Este texto deixa bem claro que Deus nos fez para trabalharmos, produzirmos, realizar transformações positivas em nosso planeta. Como criaturas feitas à semelhança do Criador, somos seres criativos e esta criatividade aplicada através do trabalho nos permite aperfeiçoar o ambiente em que vivemos, como agricultores, construtores, servidores, projetistas, enfim, trabalhadores, nos encontramos com uma das intenções de Deus para conosco. Este é o grande motivo pelo qual muitas pessoas que vivem uma vida de luxo e ócio se sentem fúteis, inúteis, vazias, e por mais dinheiro que possuam e por mais que tenham uma tranqüilidade e aparente estabilidade, percebem que sua vida não tem sentido: fomos feitos, dentre outras coisas, para trabalhar. Isso faz parte de nosso ser, fomos preparados para isto. E no trabalho também encontramos alegria, quando o encaramos como um dom, um serviço ordenado pelo Criador.
Perceba: Deus fez tudo perfeito. O homem era perfeito, igual ao próprio Deus. Após criar o homem “...viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...(Gen. 1:31a)”
Você pode estar lendo esta história e achando algo estranho: eu estou falando de um mundo perfeito, no qual Deus nos fez iguais a Ele e no qual vivíamos em um paraíso, vendo, falando e conhecendo a Deus diariamente. Mas ao olhar para o mundo a sua volta você não vê isto. Você está vendo violência, dor, sofrimento, cansaço, rancor, ódio, divórcio, roubos, doenças, e nada que lhe pareça com a presença de Deus.
Você liga a televisão ou lê os noticiários e o mundo real se apresenta a ti: cheio de todo tipo e maldade e tristeza. E o pior: se você olhar para dentro de si mesmo, com sinceridade, irá perceber que este mundo não é só externo. O mundo, sua malícia e sua maldade nos invade. Somos cheios de sentimentos terríveis, que se apresentam em nosso egoísmo, materialismos, fobias, etc.
Onde está o mundo perfeito que Deus criou? O que ocorreu com ele? Quem o destruiu? Ao compreender o mais trágico de todos os incidentes da história humana, podemos compreender a razão de todos os problemas que o mundo vive hoje. Ao entendermos a grande catástrofe que ocorreu no Édem, poderemos entender o motivo da triste condição em que se encontra a humanidade.

A terrível queda
Tudo que ocorreu com o homem tem relação direta com as decisões que ele tomou.
Como havíamos enfatizado, Deus nos fez Livres. A liberdade é uma coisa ótima, maravilhosa, nos dá condições de escolhermos nosso rumo, nosso destino. Então me responda uma coisa: é possível considerar-se livre alguém que não possui opções de escolha? Vou ser claro: Se te colocarem em uma sala e te disserem “podes ir aonde quiseres”, e então chavearem a porta. Isto constitui liberdade? Não! É obvio que não. Vamos dar outro exemplo: Alguns anos atrás um certo país árabe realizou eleições para provar que era uma nação democrática, mas na hora da eleição só permitiu que um candidato concorresse ao cargo de presidente. E então as pessoas foram às urnas e encontram apenas uma opção. Responda-me: estas pessoas são livres para escolherem quem quiserem? Não! Liberdade exige possibilidade de opção, possibilidade de escolhas.
Se Deus criasse o homem, e o obrigasse a obedecê-lo, a fazer somente coisas certas, isto não seria liberdade. Seríamos marionetes, fantoches, bonecos nas mãos de um manipulador. Se nascêssemos obrigados a amar a Deus, isso não seria liberdade. O verdadeiro amor deixa as pessoas livres, e não lhes obriga a nada, pelo contrário, permite-lhes optar. Deus queria (e quer) nosso amor voluntário, nossa livre obediência, por gratidão ao amor que Ele nos deu primeiro, concedendo-nos Vida.
Este é o motivo pelo qual Deus colocou uma regra no Paraíso. Isto mesmo: apenas havia uma lei que não poderia ser desobedecida. O ser humano poderia fazer tudo o que quisesse, menos uma coisa. Deus, os avisou: “De toda árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porquê no dia em que comeres, certamente morrerás.(Gen.1:16b-17)”
Tudo estava disponível ao homem e à mulher, menos aquela fruta daquela única árvore. E Deus os deixou avisado: se comessem do fruto haveria uma penalidade: Morte. O homem, até então eterno, não conhecia a morte, mas sabia que se tratava de algo terrível. Isto trouxe temos ao coração dos seres humanos, que por muito tempo viveram sem nem cogitar tal opção. Para quê comer logo daquela árvore, se haviam milhares de outras?
O homem conhecia a Deus, sabia de seu Amor e de seu Poder, sabia que com Suas palavras Ele criou todo que havia, assim sendo, tudo que saía da boca de Deus era verdade, realidade. As palavras que Deus os dizia eram incontestáveis. Ele era mestre e confidente nosso. Vivíamos uma relação de amizade pura com Deus. Na verdade toda a raça humana vivia em pureza. Podemos compreender o quanto o homem era sem malícia quando lemos que “...ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam. (Gen. 2.25)”
Mas aí algo aconteceu e abalou toda esta história. Algo mexeu com a perfeição de toda a criação e tornou nossa história bem diferente. Como todos sabem, um certo dia o homem desobedeceu a Deus e comeu da fruta daquela árvore. Mas antes de falar das conseqüências desta terrível atitude, precisamos compreender qual foi o motivo que levou o homem a realizar um ato tão estúpido.
Ocorreu uma conversa entre a Serpente e Eva. Quem era esta serpente, aqui apresentada como um animal? Tratava-se de um bichinho comum? Por acaso bichos falam? Com o passar da história apresentada na Bíblia, ela nos explica quem era esta Cobra. O livro de Apocalipse, o último da Bíblia, nos deixa bem claro de quem se tratava: “...a antiga serpente, que é o diabo e Satanás...(Apoc 20.2)”
Então Satanás, o grande inimigo de Deus, em forma de serpente, aproxima-se de Eva e lhe faz um questionamento:
- É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? (Gen. 3.1b NTLH)”
A mulher inocentemente respondeu:
- “Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. (Gen. 3.2b-3 NTLH)”
Aí ouvimos a resposta mentirosa da cobra, negando as palavras que haviam saído da boca de Deus. Deus havia sido enfático ao dizer que se comessem do fruto, morreriam. Mas a cobra disse:
- “Vocês não morrerão coisa nenhuma! (Gen. 3.4b)”
Satanás está afirmando que Deus é mentiroso, que a afirmação divina quanto à conseqüência deste ato era mentirosa. Ele estava tentando colocar dúvida no ser humano quanto à palavra dita por Deus. E o diabo foi mais longe: ele criou um argumento para justificar o motivo pelo qual Deus estaria mentindo para o homem: Ele teria medo de que o homem se igualasse a Ele em poder e sabedoria. Satanás queria fazer com que o homem se sentisse digno de comer aquela fruta, como se ela fosse uma forma de libertar-se de um Deus mau e enganador, que queria manter o homem sempre rebaixado a uma posição inferior, por isto ele continuou sua fala com a mulher, dizendo:
- “Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e VOCÊS SERÃO COMO DEUS, conhecendo o bem e o mal. (Gen. 3.5 NTLH)”
Agora, ao ouvir esta frase, os humanos tinhas duas opções, opções estas que nós temos diariamente: ouvir ao que Deus nos diz, ou ao que o Diabo diz. Ouvir a voz do criador, amoroso, perfeito, que quer nos proteger, nos guiar, ou ouvir a uma voz estranha, mas que nos faz sentir poderosos, auto-suficientes, enchendo-nos de argumentos falsos, que justifiquem nossos erros.
O que Eva fez? Ela não rejeitou a oferta. Ela não respondeu dizendo que aquilo era mentira. Ela foi pensar no caso. E conta a Bíblia, que ela olhou para a fruta:
“E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável ao olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também dele a seu marido, e ele comeu com ela.(Gen.3.6)”
Posso imaginar a decepção que Eva e Adão tiveram ao ver que não se tornaram poderosos como Deus. E então conseqüências terríveis vieram sobre a Humanidade:
1. A morte:
E aí o que aconteceu? Eles caíram duros, mortinhos? Não! Não! O corpo deles não morreu naquele instante, Deus não havia dito que morreriam imediatamente, mas sim que iriam morrer. Ocorreu, porém que a partir daquele momento a MORTE começou a habitar, a operar, dentro do homem, ela se tornou o destino certo de todos. O Apóstolo Paulo nos explica isto de uma forma bem clara na carta que escreveu ao povo de Roma:
“...por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. (Romanos 5:13)”
A morte era certa, pois Deus não mente:
“Porquê o salário do pecado é a morte... (Romanos 6:23a)”
Esta morte física manifestou-se mais tarde, quando Adão e Eva envelheceram e morreram, mas desde aquele instante uma morte muito profunda já habitava dentro do homem: a MORTE ESPIRITUAL.
A palavra morte significa “separação”. A morte física é quando o espírito abandona, separa-se, do corpo. Já a morte espiritual é quando o nosso espírito afastou-se de Deus, de sua presença. E então sem a presença da luz e do calor de Deus ele ficou na escuridão e no frio da maldade, do egoísmo, distanciando-se totalmente da Imagem e Semelhança que era do Criador, o homem perdeu a glória de Deus.
“Porquê todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus... (Romanos 3.23)”

2. O homem entrega seu poder a Satanás:
Pense nisso: você obedece alguém hierarquicamente inferior a você?! É claro que não! Um pai não deve obedecer a seu filho, caso contrário está tornando-se inferior a ele. Obedecemos àqueles que estão acima de nós em poder, conhecimento ou idade. Quando obedecemos a alguém estamos nos curvando diante desta pessoa. E é um belo ato de humildade reconhecer um bom conselheiro, um bom mestre. E o homem tinha o seu: Deus. O próprio Criador era seu guia.
Porém ao obedecer à orientação dada por Satanás, desobedecendo a Deus o homem entregou-se ao senhoril do diabo. Tornou-se seu discípulo e assim mostrou-se hierarquicamente inferior a ele. Portanto, se era o homem portador de toda autoridade sobre o planeta e os animais, naquele instante este poder passou a Satanás. Jesus chamou Satanás de “Príncipe deste século” ou “Príncipe deste mundo”. Este poder de príncipe lhe foi dado pelo ser humano.

3. A maldade:
“Nesse momento os olhos de ambos se abriram, e eles perceberam que ESTAVAM NUS. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas. (Gen. 3.7 NTLH)”
No exato instante em que o Homem se rebelou contra Deus, desobedecendo a suas cuidadosas e amorosas orientações, a maldade entrou em seu ser. A prova disto é que seus olhos se encheram de malícia e ele passou a sentir vergonha de seu corpo, isto porquê olhava para o corpo com malícia. Mas será que o corpo humano estava diferente, será que algo no seu corpo havia sido alterado e que agora havia motivo para sentir malícia? Não! A maldade não está nas coisas em si, mas no coração de quem às vê de forma maliciosa. Vou te dar um exemplo: imagine uma criança, de uns dois aninhos de idade. Imagine ela correndo, brincando. Muitas vezes no verão estas crianças se livram das roupas e correm nuas. E aí? Há alguma malícia nisso? Não! A criança não vê mal algum nisso. Seus olhos são puros. E certamente você também não vê maldade alguma nisso. O corpo da criança é algo puro. Mas infelizmente existem pessoas que olham para as crianças com olhar malicioso, os pedófilos. Responda-me então: a malícia está no corpo da criança ou no coração dos pedófilos? É obvio que está nos pedófilos.
Por quê perguntei isso? Para te mostrar como a tentativa de cobrir o corpo, feita pelo homem, não resolveu em nada seu problema. Foi algo inútil. A maldade não estava no corpo descoberto e sim em seu coração. E maldade não está nos bens alheios e sim no coração de quem deseja toma-los para sim. A maldade não está no erro dos outros, mas em usa-los para justificar os seus.
Esta maldade, vinda do primeiro pecado, vinda da incredulidade do homem nas palavras ditas por Deus, levou a humanidade de geração em geração a cometer mais e mais pecados, esta malícia foi aumentando.

4. O homem se afasta de Deus:
Muitos pensam que devido ao pecado Deus se afastou do homem. Esta é uma visão errada da Bíblia. De fato Deus mandou que saíssem do Jardim, mas isso não quer dizer que tenha se voltado contra o ser humano. Pelo contrário, toda história da humanidade está cheia de atos divinos no sentido de tentar reaproximar o homem.
Logo após a humanidade haver pecado, Deus veio ao seu encontro e aí:
“E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e ESCONDEU-SE Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do Jardim. (Gen. 3.8)”
Veja o que aconteceu. Deus veio e chamou o homem. Ele não se escondeu da humanidade. Deus já sabia de nosso pecado, mas mesmo assim veio até nós. Foi a humanidade que se escondeu atrás de árvores, fugindo da presença de Deus. O homem percebeu que havia algo de errado nele e que não deveria aproximar-se de Deus desta forma. O pecado e a culpa nos afastam do Criador.
Fomos criados para nos relacionar com Deus, lembra? E o que acontece quando não temos mais esta relação: ficamos incompletos, desorientados, vazios, somos seres faltantes, em busca de uma inalcançável satisfação. A insatisfação humana, que leva muitos aos vícios e a todo tipo de atitude desesperada, até o suicídio, está no fato de se estar afastado do Criador. Como um foragido da justiça, muitos vivem a vida inteira escondendo-se de Deus.

5. O medo:
O medo entrou no mundo com o pecado. As fobias, as inseguranças e a ansiedade provêm do medo. Veja o que o homem respondeu a Deus quando foi questionado do motivo de esconder-se:
“...Ouvi a tua voz soar no Jardim e TEMI, porque estava nu, e escondi-me. (Gen. 3.10)”
Vivemos em um mundo dominado pelo medo. Como diz o ditado: quem não deve não teme. Se nos sentíssemos protegidos por Deus não teríamos medo de nada. Mas as pessoas vivem suas vidas em pecado e sua consciência lhes acusa de que DEVEM a Deus. E isto lhes faz inseguros. A humanidade vive o medo da morte. Ninguém quer envelhecer, por isso vivemos a farsa da eterna juventude. Tudo fruto de nossa queda.

6. O egoísmo, as intrigas:
A humanidade já caiu várias vezes no erro de pensar que os seus problemas sociais seriam resolvidos com mudanças políticas. Os países já trocaram muitas vezes de partido político, em alguns casos ocorreram até revoluções, tudo em busca de um mundo mais justo, menos desigual, sem guerras e exploração. Mas a constatação histórica é triste: o novo grupo no poder logo instaura um sistema que anda para a corrupção e que favorece mais a uns (os seus) em detrimento de outros. Sabe onde está o problema: não está na teoria. Está no coração do homem, que se corrompeu e está cheio de malícia.
Na primeira conversa de Deus com o homem depois da queda no pecado, podemos perceber claramente que o egoísmo havia tomado conta de seu coração. Deus lhe perguntou se ele havia comido da árvore proibida. E sua resposta foi esta:
“A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. (Gen. 3.12b)”
O homem, cheio de medo e Egoísmo, na tentativa de SE livrar da culpa, acusou a mulher de ser a autora do erro, não assumindo sua responsabilidade. Ele tenta mostrar-se inocente, como se não houvesse feito nada. Se alguém deveria ser punido, na visão do homem, era a mulher. E se você prestar bem a atenção, o homem, na verdade está tentando culpar a Deus pelo seu erro, dizendo que era a mulher que Deus lhe havia dado que o fizera comer. Se Deus não houvesse lhe dado ela, ele não teria comido. Logo, o homem quis dizer que a culpa era do próprio Deus.
Este egoísmo tomou o homem e gera todo tipo de atitude errada. É a causa de todo tipo de intriga nos lares, onde um quer colocar a culpa no outro, na sociedade, onde sempre queremos o nosso bem, sem olhar para o que isso poder significar para nosso próximo.
Lembra que Deus nos criou para vivermos em família? E em sociedade? Pois o egoísmo e as intrigas dividem as famílias e geram guerras, distúrbios, nas sociedades. Podemos dizer que presenciamos ainda no Édem a primeira briga conjugal, onde o primeiro casal tem seu primeiro desentendimento, em decorrência do pecado e do egoísmo.

7. A dor e as enfermidades:
Lembra de quando Deus criou o mundo? Lembra que tudo era perfeito? Pode ser perfeito e haver dor? Não! A dor veio depois do pecado, junto com a morte. A morte pressupõe as doenças, as enfermidades e a dor.
“...maldita é a terra por causa de ti; com DOR comerás dela todos os dias da tua vida. (Gen. 3.17)”
Todo tipo de mal provém do pecado. As enfermidades também.

Temos alguma esperança?
Após ler esta lista de coisas terríveis que vieram à vida de muitas gerações por causa do pecado, você pode se entristecer muito. Você pode até começar a ficar pensando que agora você entende o motivo do sofrimento e de todo tipo de aflição e pode chegar na apressada conclusão de que não teríamos mais nenhuma esperança. Mas isto não é verdade.
Com eu te falei. Esta história é uma história de amor. Do amor de Deus por nós. Se você estivesse no lugar de Deus e tivesse dado ao homem tudo que Ele deu, dividisse com ele a eternidade, a inteligência, o dom de se comunicar, a liberdade. Se você fosse Deus e visse o homem retribuir a todo com amor com indiferença e desobediência, descumprindo a única regra que existia, em busca de rebelar-se, querendo ser tão poderoso quanto você. Imagine-se sendo Deus e tendo todo o poder. Imagine-se sendo desprezado. O que você faria? Mandaria fogo do céu? Destruiria tudo. Diria: o jogo acabou?
Pois o amor Deus não permitiu que Ele fizesse isto. Ele pelo contrário, planejou como iria trazer o ser humano de volta as si, reconquistando-o, provando mais uma vez o seu amor. Ainda naquele primeiro dia após o pecado podemos ver em uma atitude divina uma grande esperança que Deus deu a Adão, Eva e a todos nós. Em Gênesis 3:21 diz:
“E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de pele e os vestiu.”
Como você deve recordar, após o pecado o homem percebeu sua nudez. E ele próprio fez tangas de folhas de árvore para se cobrir. Eu imagino que aquele artesanato cobriu deforma muito imperfeita a nudez humana. Por mais bem trançadas que estivessem as folhas, jamais poderiam impedir na totalidade que a nudez fosse percebida. Isto já estava demonstrando que por nossos próprios não poderíamos encobrir nossos pecados. Jamais poderíamos realizar qualquer obra que viesse a nos fazer limpos daquele pecado original, pecado de rebeldia, de incredulidade.
Mas aí Deus decidiu agir: ele próprio fez uma roupa de pele de animais para cobrir a nossa nudez. Perceba que para Deus fazer uma túnica de pele foi necessário o sacrifício de algum animal. A pele provém de algum ser vivo. Para retirá-la é necessário derramar-se sangue. Mas se você parar para pensar, perceberá que o animal em si não tinha culpa alguma dos pecados do homem. Aquele animal era inocente, mas quis Deus fazer assim, por amor ao homem. Aquele animal estava simbolizando, já no dia do primeiro pecado, o dia em que Deus iria cobrir, perdoar, redimir os nossos pecados, através do sacrifício de um inocente: Jesus de Nazaré: o Cristo, nosso cordeiro inocente.
Então, desde o princípio, podemos perceber o quanto Deus se preocupou conosco e como Ele, desde aquela época, já nos tinha preparado uma esperança que iria se concretizar no tempo oportuno.

Ele sempre cuidou de nós
Mas aí muitos podem pensar que Deus simplesmente ficou lá no céu por muitos séculos esperando a hora de enviar a Jesus. Descansando, esquecendo-se dos homens e dos seus problemas. De fato, na Bíblia e na linha do tempo, a história de Jesus acontece muitos séculos e páginas depois da história de Adão. Mas se você dedicar um pouquinho de sua vida para descobrir as grandes e ricas histórias que existem na Palavra de Deus, você irá descobrir um Deus presente, participante, que nunca se ausentou de nossa história, que esteve sempre aonde nós estávamos. Nos orientando, ensinando, mostrando o caminho a Ele.
Toda história da Bíblia que vem depois destas primeiras páginas e que vai até o livro de Mateus, é a história de Deus tentando apresentar-se, de geração em geração aos homens, tentando levá-los ao arrependimento por seus erros. Ajudando seus servos a ter uma vida digna.
Em um momento o mundo estava tão contaminado pelo pecado e pela maldade que o Senhor chega ao extremo de ter que exterminar a todos através de uma inundação, mas por amor a sua criação, decide salvar a tantos quantos acreditassem e entrassem em um grande barco que ordenou construir, a arca de Noé.
Algum tempo depois o pecado cresceu de novo e eram poucas pessoas que ainda lembram de Deus, estavam todos adorando aos ídolos feitos de barro, ouro ou prata. Por isso ele decide separar a um homem para que dele viesse a surgir uma nova nação, um povo que deveria ser o exemplo de um povo de Deus, para o anunciar entre as nações. Estou falando de Abraão e do povo de Israel. Este povo é tirado pelo próprio Deus da escravidão em que estava no Egito, através de Moisés. Entram na terra prometida sob liderança de Josué e forjam um grande reino pelas mãos do rei Davi.
Mas os reis que vieram depois de Davi, novamente se esqueceram de Deus, e seu povo se dividiu em duas nações, por causa da ganância de seus líderes, ficando assim mais fracos. E logo, como conseqüência de se afastarem da presença de Deus, foram tomados como escravos por outros povos. E foi lá, na escravidão que surgiram grandes profetas, homens como Isaías, Daniel, Jeremias e outros. Que falavam ao povo em nome de Deus, chamando-os ao arrependimento e anunciando o dia em que iriam retornar à sua terra. Esses homens também profetizaram o dia em que o Filho de Deus viria para se entregar por nós, bem como o dia em que Ele iria reinar sobre todo o planeta.
Quero deixar bem claro que Deus sempre se fez presente. Sempre cuidou de nós, ele não desistiu nunca de seu plano original, apesar de nossa rebeldia, nossa rejeição aos seus planos, seus conselhos, Ele continuou a nos amar. Ele planejou um plano perfeito para o nosso retorno à condição de seus amigos e filhos.
E isso só poderia ocorrer através de um fantástico resgate.

Uma Grande Boa Notícia
Deus não ficou apático ou distante de nossas necessidades e fraquezas. Esforçou-se e de todas as formas possíveis buscou nos resgatar da morte e do pecado, que não só nos dominavam, mas nos afastavam de ter comunhão com Ele.
Ele não se limitou a tentativa de falar conosco através dos profetas de antigamente, que traziam as a palavras de Deus e eram mortos pelo povo, que não queria se arrepender.
O escritor da carta aos Hebreus inicia seu texto com esta notícia:
“Havendo Deus antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” Hebreus 1.1-2
A grande pergunta que fica é: como poderia Deus nos resgatar do tão grande estrago que foi causado pelo pecado e pelo governo de Satanás sobre o mundo. Sendo os seres humanos pecadores, e cada vez mais pecadores, como poderiam se reconciliar com Deus? Que valor teriam que pagar os homens para ter o perdão de seus pecados? Que serviço teriam de realizar para que suas almas fossem purificadas? Esforço inútil seria este. Pois o preço a ser pago pelo pecado já estava estabelecido, e era altíssimo: a morte. Não há dinheiro em todo o mundo que somado pague o valor de uma vida. A nossa ofensa para com Deus era tanta que não poderia ser quitada por maior que fosse o nosso esforço.
Falsas religiões ainda ensinam até o dia de hoje que podemos fazer algo ou pagar algum preço para que sejamos perdoados por nossos pecados. Isto é mentira. Não há nada que possamos fazer de tão bom que possa encobrir nossas grandes ofensas, as nossas e as que herdamos de nossos antepassados.
Como poderia então, o Senhor nos resgatar? A lógica de Deus é simples: Pelo erro de um só homem todos se perderam, assim, pelo acerto de um só homem todos podem ser salvos.
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Porém, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” Romanos 5. 12, 17
Pelo pecado de Adão entrou a morte; Mas se um homem sem pecado, inocente, morresse por todos, todos poderiam ser salvos. Tal homem nunca existiu. Em pecado nascemos e vivemos desde a infância. Se você estudar a história dos homens mais santos da Bíblia vai perceber que todos eles eram pecadores. Portando o milagre da Salvação dependia de um ato divino ainda maior. O próprio Deus, que é o único perfeito, deveria nascer em forma de homem e morrer no lugar do Homem.
Aí no tempo certo, no lugar certo, ocorreu o grande milagre, que estamos tão acostumados a ouvir em histórias natalinas, a ponto de não percebermos sua grandiosidade. Deus nos enviou uma parte de si mesmo: seu próprio Filho, o fazendo nascer nas áridas terras de Belém, do ventre da jovem Maria, sob a tutela do carpinteiro José. Jesus, a maior expressão de amor do próprio Deus, nasce com uma missão: nos ensinar como viver, nos mostrar o caminho a Deus e morrer pelos nossos pecados, levando a morte que deveria ser nossa, sofrendo o castigo que merecíamos.
“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; O CASTIGO QUE NOS TRAZ A PAZ ESTAVA SOBRE ELE, e, pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53.5

Ele se fez carne
Muitas pessoas pensam em Jesus como sendo somente um “homem bom”, uma pessoa que deixou uma boa mensagem de amor e paz. Ele foi tudo isto, de fato, mas a sua história não se limita ao 33 anos de vida que passou em Israel. Ele já existia muitíssimo tempo antes disto. Jesus é o nome pelo qual se apresentou a encarnação do Filho de Deus.
“No principio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” João 1.1
João nos ensina que Jesus era a própria Palavra de Deus, palavra que foi empregada na criação de tudo, Palavra que era parte do próprio Deus, Palavra que vivia na glória dos céus e que rebaixou-se ao extremo de nascer em forma humana, por amor a nós.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1.14
Você já parou para pensar nisso? Jesus deixou o conforto e a glória dos Céus para tornar-se homem, nascendo de uma mulher, passando por uma infância, sentindo tudo o que sentimos, dor, fome, cansaço, medo, calor, sede, frio, tudo. Jesus experimentou o nosso sofrimento e a pobreza de nossa condição, sabendo que por fim deveria morrer uma morte inocente e cruel. Viveu, foi tentado, nunca pecou. Andou entre nós. Trabalhou, caminhou muito e pregou aos pobres. Foi, de fato, o Deus Conosco (Emanuel).
“O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram a Palavra da vida.” 1 João 1.1
Deus se fez homem e sofreu a penalidade pelos nossos erros. A morte mais cruel do mundo foi vivenciada por Ele. A humilhação da Cruz foi vivenciada pelo Santo de Deus. Você quer uma prova do amor de Deus?
“Mas Deus nos PROVA SEU AMOR PARA CONOSCO em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5.8
Como falamos no início, esta é uma história de amor. A maior de todas. E sabe quando ela termina? Nunca! Pois a morte de Cristo foi para nos dar a vida Eterna. O próprio Cristo foi o primeiro a ser ressuscitado para esta vida plena com Deus.

Eternamente Felizes
A eternidade: este é o maior presente que poderíamos receber. Ou receber de volta, já que ela era o plano inicial de Deus para nós e que foi perdida pelo queda no pecado.
Muitas pessoas passam a vida buscando as “bênçãos de Deus”, pedem muitas coisas a Ele, se perguntam o que Deus poderia lhes dar. Mas não se dão conta de que o maior presente de todos está disponível para nós na obra da Cruz, onde Cristo conquistou-nos a Vida Eterna.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo AQUELE QUE NELE CRÊ não pereça, mas TENHA A VIDA ETERNA.” João 3.16
Tudo já foi feito por Deus, pelo seu amor. Apenas bastando agora que venhamos a crer no que Deus fez. Isto mesmo! Para herdar a vida eterna só precisamos acreditar na obra de Cristo por nós. Só necessitamos reconhecer que somos pecadores e que necessitamos desta obra magnífica. Só temos que nos entregar ao Deus de amor.


Por
Dionísio Hatzenberger
Prof. de História e Filosofia
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Documentário Parte 2

Documentário Parte 3

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Documentário Parte 5

Testemunho de Rodolfo - Ex integrante da Banda Raimundos